O Que Me Preocupa no Hopi Hari
Fabio Mazzarino - 03/mar/2012
Diversão, Doses Diárias, Segurança -

Todos vem acompanhando pela mídia o caso da garota de 14 anos que veio a falecer em um acidente com um brinquedo em um parque muito popular no Estado de São Paulo: Hopi Hari. As investigações policiais indicam que houve falha por parte do parque de diversões ao não oferecer segurança suficiente aos usuários.
O próprio parque explicou que houve uma falha por parte dos funcionários operadores ao permitir que a jovem utilizasse um assento que estaria desativado. Este assento estaria desativado há mais de 10 anos, devido ao fato de oferecer riscos a pessoas com mais de 1,90 m. Este vídeo de 4 anos atrás comprova que o primeiro assento da gôndola 3 não é utilizada.
O que realmente me preocupa no caso deste acidente é a afirmação do parque Hopi Hari. Eles disseram que o assento estava desativado havia 10 anos! Em primeiro lugar, não houve nenhum interesse do parque, neste tempo todo, em resolver a situação de risco, eliminando o assento ou corrigindo a falha que causava o problema? Como um parque que pretende ser sério, o maior do Estado de São Paulo, permite uma situação como esta?
O mínimo que se esperaria de uma equipe de engenharia é que o problema fosse devidamente corrigido em um prazo mínimo possível. Afinal de contas todo parque tem seus períodos de manutenção, quando eles poderiam ter feito as devidas alterações para eliminar o assento ou os ajustes necessários para eliminar o risco de acidente no assento em questão.
Apesar do esforço em esclarecer todo o ocorrido, e das insistentes afirmações que o parque é seguro, o Hopi Hari está perdendo um de seus ativos mais precioso, a confiabilidade. Qualquer engenheiro sabe que aquele assento não deveria ter ficado naquela situação precária por tanto tempo, um acidente fatal era apenas questão de tempo. Pena porque o Wet’n Wild, vizinho do parque, também sofre as consequências do erro.
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