Permissividade e Pirataria
Fabio Mazzarino - 11/out/2007
Doses Diárias, Economia -

Jornal Folha de São Paulo, 11 de Outubro de 2007: “Classe alta compra mais produtos piratas“. Esta é a realidade do Brasil. Enquanto que nas classes A, B e C 56% assumem consumir produtos piratas, somente 28% das classes D e E informaram consumi-los.
Esta situação demonstra a permissividade da sociedade com uma contravenção como a pirataria. Consumidores mais abastados, com maior conhecimento sobre legislação, são os que mais consomem pirataria.
Não precisa ir longe. Um iPod que custa nos EUA o equivalente a R$ 300 não é encontrado nas lojas que importam produtos legalmente por menos de R$ 600. Enquanto isso, basta andar algumas quadras para encontrar exatamente o mesmo produto, porém sem o pagamento de impostos, por R$ 400. O mesmo acontece com outros produtos eletrônicos.
A jornalista do jornal Folha de São Paulo focou na indignação de consumidores bem informados não se preocuparem com a punição, ao informar que somente 6% dos consumidores de produtos piratas acreditam que podem ser punidos. Mas não analisou o que levou a tal atitude de desdém com a lei.
A realidade é que tanto os consumidores, como os vendedores e os responsáveis pela fiscalização sabem da realidade. Não há como competir com uma carga tributária tão pesada como a praticada no Brasil.
Basta reduzir a carga tributária, permitir maior flexibilidade, reduzir a burocracia, facilitar a vida do empresariado. Invariavelmente a informalidade, pirataria, descaminho e sonegação vão reduzir aumentando a arrecadação de impostos.
O Brasil é um país reprimido.
Comentários
outubro 12th, 2007 às 1:46 am
sinto realmente falta de alguma matéria mais profunda a respeito desse tema, buscando achar as causas. Acho q só mostrar q a população pirateia não é suficiente, apesar de ser errado. Só não é forma de protesto pq ninguém ali quer ser preso, só quer pagar menos por algo q precisa. Nem tudo se resolve na forma da lei, mas como incutir uma nova moral nas pessoas, como em muitos países europeus onde a população se recusa a instalar um software q seja pirata? O porque dessa rejeição à compra do material original? Qual a finalidade? Lucro, uso pessoal, freelance esporádico?
O valor do software livre transparecerá nessas questões quando a ética for
revista e introjetada
outubro 21st, 2007 às 11:54 pm
TODOS ESTÃO REALMENTE PESSIMISTAS COM RELAÇÃO AO FUTURO DAS VIDEOLOCADORAS.
AQUI NA CIDADE DE GUARUJÁ/SP OS PROPRIETÁRIOS DE VIDEOLOCADORAS NÃO FICARAM DE BRAÇOS CRUZADOS ESPERANDO PELO FIM.
CRIARAM A ASSOCIAÇÃO DAS VIDEO LOCADORAS DO GUARUJA (AVILOG) E PASSARAM A FAZER AS DEVIDAS COBRANÇAS (POR ESCRITO) DAS AUTORIDADES LOCAIS.
O MERCADO PODE ACABAR DEVIDO A UMA NOVA GERAÇÃO TECNOLOGICA COMO A TV DIGITAL, MAS NÃO PODEMOS TOLERAR O FIM DEVIDO AO CRIME DE PIRATARIA.
CONHEÇAM MAIS SOBRE A AVILOG NO SITE http://www.avilog.org
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