16 Apr

Software Livre na Prática - Compatibilidade x 64 bits

Fabio Mazzarino

Doses Diárias, Economia, Hardware, Microsoft, Software Livre - -

Como muitos já sabem meu irmão ganhou um computador novo, enquanto que meu pai manteve o micro antigo. Como nunca compensa comprar dois links de internet, e sim compartilhar internet entre os micros, decidimos que o micro novo seria o roteador do antigo.

Até aí tudo certo, eu tenho uma placa adicional, uma Surecom comprada em 2002, que sempre funcionou bem, inclusive com MS Windows XP 32 bits (sim, eu brinco com jogos no Windows), e com Linux 64 bits. Aliás, diga-se de passagem, no Linux a placa reconhece de primeira, não dá trabalho nenhum.

Qual não foi minha surpresa ao saber que a boa e velha Surecom (ok, não tão boa), não foi reconhecida pelo MS Windows Vista, e não tem driver 64 bits disponível. Nos restando somente duas opções: (a) comprar uma placa de rede nova, que já venha com drivers 64 bits, ou (b) Comprar um roteador que funcione com a Vivax.

Este incidente acontece ao mesmo tempo que o UOL Tecnologia noticia que o Linux não é plug-and-play. Quem escreveu esta barbaridade (o nome do autor é Daniel Pinheiro) não chegou a fazer um teste lado-a-lado do Linux e do Windows. Hoje em dia pode-se dizer muito do Linux, menos que ele não é plug-and-play, aliás pode-se afirmar que, comparando plataformas 64 bits, o Linux é compatível com uma variedade de hardware muito maior que o MS Windows Vista.

Esta flexibilidade de se adaptar a novas plataformas é característica intrinsica do Software Livre. Os drivers não precisaram de muitas modificações para serem compatível com a nova plataforma de 64 bits, na sua maioria bastou uma recompilação simples e tudo já estava funcionando normalmente.

Por outro lado softwares o sistema operacional não-livre, que dizia-se compatível com uma quantidade de hardware muito maior, acabou por perder completamente a vantagem competitiva ao ser portado para uma nova plataforma.

São em questões como esta, que não são visíveis em uma análise preliminar, porém que podem mostrar um grande impacto em parques de máquinas no caso de uma alteração da plataforma de hardware. Imagine uma empresa com um parque de 200 máquinas, onde todas são migradas para plataforma 64 bits, e todas contém um hardware que custa aproximadamente R$ 100. Em uma migração de plataforma de hardware, além do custo da própria migração, seria necessário adquirir outro hardware, desta vez compatível com a plataforma, por um custo adicional de R$ 20.000,00.

A adoção de qualquer plataforma operacional, seja livre, ou não livre, deve passar por cuidadosa análise, para se evitar problemas como este. Muitas vezes a análise técnica irá apontar para a melhor flexibilidade do software livre.

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Comentários

2 Comentários to “Software Livre na Prática - Compatibilidade x 64 bits”
Rui Palma:
April 17th, 2007 às 4:47 pm

Recompilar driver? Acredito, mas quanto a mim uso Linux há uns três anos e nunca precisei disso, é instalar o sistema e pronto. Os cd’s dos fabricantes costumam ficar lá ganhando pó, pois geralmente não contêm absolutamente nada que interesse.


Birula:
April 17th, 2007 às 5:13 pm

Hoje mesmo instalei em quatro máquinas com Ubuntu 6.06 Dapper (versão um pouco velha, estamos a pouco do lançamento da 7.04) placas wireless D-link g520 sem nenhuma dor de cabeça, as foram reconhecidas e logo quando entrei no sistema já haviam encontrada algumas redes próximas.

Ainda bem que linux não é plug-n-play….. :P


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